O secretário Francisco Escórcio (foto), representante do Governo do Maranhão em Brasília, em entrevista a uma rádio de São Luís, na manhã de hoje, rebateu acusação de que teria chamado prefeitos maranhenses de “semi-analfabetos” em matéria do jornal O Estado de São Paulo.
Escórcio esclareceu que a repórter fez uma interpretação deturpada de suas palavras. “Referi-me às dificuldades que eles encontram em relação à Lei Orçamentária, a qual sofre constantes mutações e que, por essa razão, torna-se complexa, fato que obriga os gestores municipais a recorreram a técnicos”, observou.
Ele explicou que fez um comentário sobre a necessidade das administrações municipais terem técnicos que auxiliem os prefeitos nos processos de angariação de recursos nos ministérios, em Brasília. “Isso porque as prefeituras que não se adequam às leis ficam alijadas de receber o dinheiro, o que prejudica a população”, alertou o secretário.
Segundo Escórcio, 10 prefeituras maranhenses estão impossibilitadas de receber recursos do Governo Federal porque se encontram inadimplentes. “Muitas das vezes a documentação apresentada caducou. Em outros casos há incorreções no plano de trabalho. Quem cuida disso não é o prefeito, mas o técnico da administração municipal”, disse.
Ele acrescentou que não poderia ter feito tal referência aos prefeitos pelo fato de que, acima de tudo, o primeiro requisito a um candidato a prefeito é que seja alfabetizado. Francisco Escórcio enfatizou ainda o seu empenho, desde que assumiu a pasta, em relação às ações de solidariedade às vítimas das enchentes no Maranhão.
Lembrou que como representante do Governo do Maranhão em Brasília tratou de buscar ajuda com ministros e com todos os governadores do Brasil, sem discriminação de partido político, e citou como exemplo Aécio Neves, de Minas Gerais, e José Serra, de São Paulo.
“Eu lancei essa campanha em todo o Brasil e tenho a documentação que comprova. Os helicópteros e as lanchas fomos nós que conseguimos, e ainda contamos com a ajuda do presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB). Nossa meta, agora, é conseguir mais duas mil toneladas de alimentos. Por isso, continuamos pedindo em todas as direções”, concluiu. imirante.com
