O secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo do Estado, Gastão Vieira, recebeu, nesta terça-feira (26), a visita do deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ), que está em São Luís fazendo uma avaliação geral da situação dos municípios atingidos pelas enchentes no Maranhão. O encontro aconteceu no gabinete do secretário, no Palácio Henrique de La Roque.
Compareceram a reunião a chefe da Assessoria de Projetos Especiais da Casa Civil, Olga Simão; os secretários de Meio Ambiente, Washington Rio Branco e o de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Filadelfo Mendes; o comandante do Corpo de Bombeiros e coordenador estadual da Defesa Civil, Marcos Paiva; o superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da Secretaria de Saúde, Henrique Jorge dos Santos; e a representante da Caixa Econômica, Flávia Almeida Moreira, que integra o Comitê Gestor das Ações Emergenciais, formado ainda pelos órgãos do estado e pela Defesa Civil.
Gastão Vieira destacou a atuação do deputado Fernando Gabeira na área do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável no Brasil. “Como fez na tragédia de Santa Catarina, ele veio acompanhar de perto o drama das famílias maranhenses e formular medidas e ações para minimizar os efeitos provocados pelo clima”, disse Gastão Vieira, acrescentando que aproveitou a ocasião para deixar o deputado a par da situação orçamentária do Governo do Estado. O deputado, que amanhã sobrevoará alguns municípios maranhenses para ter uma idéia da situação, disse que desde a tragédia de Santa Catarina, está em estudo em Brasília a criação de uma cota orçamentária para casos de desastres e prevenção deles, no sentido de reduzir a burocracia na obtenção de recursos nessas situações emergenciais. “O secretário, por outro lado, me mostrou também o outro lado do Maranhão, seu crescimento econômico, a refinaria que está sendo instalada aqui e suas possibilidades de superação da crise”, disse Fernando Gabeira.
secretário Washington Rio Branco complementou dizendo que o drama das famílias maranhenses é de ordem climática, mas também política, pois o estado não se precaveu. “Trata-se de um problema de ordem técnica, mas neste momento o mais importante é que haja a união de todos”, salientou.
Henrique Jorge informou ao deputado a situação das famílias vítimas das cheias, que correm riscos de contrair doenças transmitidas por vetores, como é o caso da malária e da leptospirose. “A malária nos preocupa porque já concluímos o primeiro ciclo de cobertura com inseticidas, mas com as chuvas, há necessidade de fazermos uma nova borrifação nas áreas afetadas”, informou Henrique Jorge. A Defesa Civil, por sua vez, apresentou os dados mais recentes com relação ao número de desabrigados, que somam 47.291, e de desalojados, que é 88.925. O número de mortes, por sua vez, é 12.
Fonte:Secom
